A escala de QI organiza os resultados à volta de uma média de 100, com faixas que vão do limítrofe ao muito superior. Aqui tem a tabela completa, com o percentil de cada faixa, para saber exatamente o que o seu número representa.
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A escala de QI é a régua que dá sentido ao seu resultado. Sozinho, um número como 108 não diz nada; colocado na escala, mostra logo que está acima da média. A régua é construída de forma a que a média da população seja sempre 100, com um desvio padrão de 15 pontos — é isto que define o que é comum e o que é raro. A tabela seguinte resume as faixas mais usadas e o percentil aproximado de cada uma.
| Faixa de QI | Classificação | Percentil |
|---|---|---|
| 130 ou mais | Muito superior | Topo ~2% (nível Mensa) |
| 120–129 | Superior | Acima de ~91% |
| 110–119 | Acima da média | Acima de ~75% |
| 90–109 | Média | Faixa central (~25%–75%) |
| 80–89 | Abaixo da média | Acima de ~9% |
| Menos de 80 | Limítrofe | Abaixo de ~9% |
Repare que a maior parte das pessoas — cerca de 68% — fica entre 85 e 115. Por isso, um resultado nessa zona é perfeitamente normal e não deve ser lido como "baixo". Já os valores muito altos ou muito baixos são, por definição, raros: só cerca de 2% da população ultrapassa os 130 pontos.
O percentil costuma ser mais fácil de interpretar do que o número em si. Dizer que alguém está "acima de 91% das pessoas" é mais claro do que dizer "120", porque traduz o resultado numa posição concreta dentro da população.
Não existe um número mágico a partir do qual se passa a ser "inteligente". Ainda assim, é útil ter referências. Qualquer valor entre 90 e 109 é considerado médio e cobre a maioria da população. A partir de 110 entra-se na zona "acima da média", e valores de 120 ou mais já são pouco frequentes e costumam ser vistos como resultados fortes.
O patamar mais falado é o dos 130 pontos, muitas vezes associado à Mensa e ao chamado "nível de génio". É um limiar real, mas raro: corresponde ao topo de cerca de 2% da população. Atingi-lo é notável, mas não o atingir não tem nada de negativo — a esmagadora maioria das pessoas bem-sucedidas na vida tem um QI perfeitamente normal.
Convém também lembrar que a escala mede uma parte da inteligência — sobretudo o raciocínio abstrato — e deixa de fora coisas como a criatividade ou a inteligência emocional. Para perceber o que fica de fora e como ler o número com honestidade, veja o que significa o seu resultado. E se quiser saber o que é normal, consulte também o QI médio.